Vermelho

Vermelho

Sinopse

Os contos que escrevo carregam sempre a possibilidade de se unirem a outros formando conjuntos que relatarão minhas vivências, lembranças e sentimentos de tempos idos, ou tempos inventados, ou como diversos factos sendo por mim interpretados. Juntos em um livro, possibilitam que tempos diferentes e experiências distintas, postas lado a lado, estabeleçam novas relações de tempo e espaço. 

Minhas fontes de inspiração são a memória ou simplesmente minha imaginação. Ao unir os contos do Livro Vermelho, criei um conjunto com múltiplas possibilidades de leitura: seguindo a ordem por mim determinada, ou na ordem que o leitor quiser - se atraído por um título, ou se aceitar que uma abertura ao acasir -. 
Um livro de contos permite que o leitor, ao usar da liberdade de escolha, crie sequências diversas como se novos livros. Há um fio vermelho unindo os contos do livro, um fio de calor. Ele pode ser sutil, levemente avermelhado, ou mais dramático e vivo como no conto "Vermelho", que dá título ao livro. 

Nesse conto o vermelho-sangue e um tricotar desenfreado atuam sobre um personagem deprimida, liberando rancores profundos, com intensidade cada vez maior, levando a extremos inimagináveis. Sentimentos avermelhados - metáforas de calor, de vida em ação - também podem ser percebidos nos contos que tratam de perdas, desamor, frustração, arrependimentos e da implacável passagem do tempo. Há, também, nuances sutis em contos que nos levam a momentos de encantamento, de sonhos, do inexplicável, das alegrias que aquecem o espírito, das surpresas que fazem rir, dos pequenos prazeres que encontramos no nosso dia-a-dia - dia. podem representar toda uma vida. “Dor e alegria brincam de pega - pega por estas páginas. Abertos a essas emoções, encontraremos o fio que a todas conduz ”, palavras da Doutora em Literatura, Beatriz Albernaz, sobre meus escritos. 

E porque escrevo? Porque gosto das palavras, saboreio seus usos e múltiplos significados, e procuro encaixá-las nos meus usos, criando contextos onde elas podem existir. Escrevo para falar do meu particular e de como particularizo o geral. Espero, com meus escritos, que os leitores podem encontrar seu canal de expressão, alguma identificação ou apenas apreciação estética, conceitual, racional, ou emocional. Mas que contextual, de alguma maneira, o que me empenho em revelar. 
O livro Vermelho é um conjunto organizado segundo meu momento do momento, contos passarão a ter vida própria ao serem publicados e lidos.

Autor

Ruth Maria de Mendonça Lifschits nasceu no Rio de Janeiro. Formou-se em Design pela Escola Superior de Desenho Industrial/UERJ. Na ESDI, descobriu a Fotografia que se tornou sua área de expressão artística. Lecionou Fotografia na Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro / Parque Lage durante 12 anos, tendo sido Diretora do Núcleo de Imagens Técnicas da EAV. Concluiu mestrado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, defendendo a necessidade de um ensino superior de Fotografia. 

Convidada pela Universidade, deu aulas de Fotografia na PUC-RIO, de 1999 a 2006. Também lecionou no Instituto Politécnico da Universidade Estácio de Sá. Sua dissertação de Mestrado recebeu o X Prêmio Marc Ferrez de Fotografia da Funarte, em 1998. Como artista visual, participou de diversas Exposições, no Brasil e no exterior. Tem trabalhos publicados em livros e em coleções particulares. Participa de coletivas com trabalhos fotográficos até os dias de hoje. A partir de 2005, passa a se dedicar à escrita de contos, iniciando seus estudos com o escritor Furio Lonza. 
Fez cursos com Beatriz Albernaz e Jair Ferreira dos Santos. Desde 2009, participa do Atelier Literário de Beatriz Albernaz, poeta e doutora em Literatura. Em 2017, teve seu livro de contos, A Dança das Letras, memórias e histórias publicado pela outrasletras editora.