O segredo da nuvem

O segredo da nuvem

Sinopse

Ignácio de Loyola Brandão mais uma vez surpreende o público-leitor pela sua capacidade inigualável de criar histórias. Histórias fantásticas. "O Segredo da Nuvem" é mais uma dessas histórias fantásticas em que o personagem vê sua vida cotidiana e monótona desmoronar, porque surge, de um hora para outra, uma situação absurda e inexplicável. Ivo se achava dentro de um episódio sem explicação. As pessoas fugindo dele, tornando-se agressivas, a água molhando sua roupa. Por que? Ao olhar o espelho amarelecido Ivo viu refletida uma figura deplorável. Mas não foi isso que o deixou de boca aberta. Ao descobrir o que estava em cima de sua cabeça desmaiou. Nenhuma probabilidade de uma nuvem aparecer sobre a cabeça de uma pessoa. No entanto, aconteceu. Logo com ele que levava uma vida calma, sem sobressaltos? A partir desse fato incomum, a vida de Ivo transformou-se em um grande tumulto. Desvendar os enigmas dessa narrativa é um grande exercício de criatividade.

Autor

Jornalista e escritor, Brandão publicou dezenas de livros, entre romances, contos, crônicas e viagens, além de ter participado de várias antologias. Nasceu em Araraquara (SP), em 31 de julho de 1936. Filho de um ferroviário, tornou-se crítico de cinema aos 16 anos, quando soube que crítico não pagava entrada em cinema. Assim enveredou pelo jornalismo. Em 1957, mudou-se para São Paulo e foi trabalhar no jornal Última Hora como repórter. Estreou com um livro de contos sobre a noite paulistana, Depois do Sol. Seu primeiro romance, Bebel que a Cidade Comeu, foi publicado em 1968. Em 1974, foi lançado na Itália o romance Zero, sua obra mais conhecida. Editado no Brasil no ano seguinte, o livro foi proibido em 1976 pelo Ministério da Justiça do governo Geisel. A obra só seria liberada em 1979. Em 1993, iniciou colaboração semanal no jornal O Estado de S.Paulo. Em 1996, submeteu-se a uma cirurgia para a retirada de um aneurisma cerebral e registrou a experiência no livro Veia Bailarina, em 1997. Tendo como cenário a ditadura militar e o exílio, sua obra romanesca faz uma crítica amarga da sociedade brasileira, mas também fala de amor e solidão. Em julho de 2001, por ocasião de seu aniversário, foi homenageado pelo Instituto Moreira Salles, com a publicação de sua vida e obra no volume 11 da série Cadernos de Literatura Brasileira. Em suas crônicas, são frequentes as referências à infância em Araraquara, aos colegas de geração e ao cotidiano da cidade de São Paulo.