O mel de Ocara

O mel de Ocara

Sinopse

Um texto bem humorado, muitas vezes irônico, divertido, perplexo, sério e dramático, que prende o leitor da primeira à última página, com histórias vividas e vivenciadas pelo autor em suas viagens literárias pelo Brasil.Neste livro estão facetas desconhecidas de um Brasil que Loyola vem descobrindo e revelando aos seus leitores nos últimos anos. Paisagens diferentes, comidas diversas, uma forma de falar e se expressar própria de cada cidade, que mostra a vastidão do nosso país. No ano passado, o autor percorreu 46 cidades, falando para professores e estudantes. Em uma dessas viagens, ganhou o mel de Ocara e considera este o maior cachê que recebeu na vida pela história vivenciada naquela ocasião. O que mostra o rico campo da múltipla cultura brasileira, suas realidades e diferenças.Nas crônicas, Loyola apresenta suas impressões sobre o que vê nas viagens, deliciando-se com as paisagens, as comidas e, essencialmente, com a relação humana que trava com todos que encontra em seu caminho. "Nestas crônicas tento retratar, de maneira simples, as diferenças do nosso país, o linguajar, a maneira como a literatura e a formação de leitores são encaradas em cada cidade que visitei e, principalmente, procuro apresentar nas crônicas os cheiros e os sabores das comidas e bebidas de cada lugar", conta Loyola.O mel de Ocara traz crônicas de uma nação e se desvenda o novo perfil dos escritores brasileiros: aqueles que colocam o pé na estrada para ajudar a formar leitores e mudar a cultura. É perceptível nos textos que, nessas ocasiões em que se encontra com seus leitores, o escritor não apenas transmite seu conhecimento às plateias como também delas se nutre, absorvendo sua riqueza e sabedoria.

Autor

Jornalista e escritor, Brandão publicou dezenas de livros, entre romances, contos, crônicas e viagens, além de ter participado de várias antologias. Nasceu em Araraquara (SP), em 31 de julho de 1936. Filho de um ferroviário, tornou-se crítico de cinema aos 16 anos, quando soube que crítico não pagava entrada em cinema. Assim enveredou pelo jornalismo. Em 1957, mudou-se para São Paulo e foi trabalhar no jornal Última Hora como repórter. Estreou com um livro de contos sobre a noite paulistana, Depois do Sol. Seu primeiro romance, Bebel que a Cidade Comeu, foi publicado em 1968. Em 1974, foi lançado na Itália o romance Zero, sua obra mais conhecida. Editado no Brasil no ano seguinte, o livro foi proibido em 1976 pelo Ministério da Justiça do governo Geisel. A obra só seria liberada em 1979. Em 1993, iniciou colaboração semanal no jornal O Estado de S.Paulo.Em 1996, submeteu-se a uma cirurgia para a retirada de um aneurisma cerebral e registrou a experiência no livro Veia Bailarina, em 1997. Tendo como cenário a ditadura militar e o exílio, sua obra romanesca faz uma crítica amarga da sociedade brasileira, mas também fala de amor e solidão. Em julho de 2001, por ocasião de seu aniversário, foi homenageado pelo Instituto Moreira Salles, com a publicação de sua vida e obra no volume 11 da série Cadernos de Literatura Brasileira. Em suas crônicas, são frequentes as referências à infância em Araraquara, aos colegas de geração e ao cotidiano da cidade de São Paulo.