Modos de homem e modas de mulher

Modos de homem e modas de mulher

Sinopse

De maneira leve e instigante, em textos curtos e saborosos, Gilberto Freyre destila em "Modos de homem e modas de mulher" suas observações perspicazes sobre diversos aspectos da história da moda no Brasil. Publicado pela primeira vez em 1987, o livro retorna agora numa bela edição publicada pela Global Editora, com um atraente encarte iconográfico que acompanha o passeio que o sociólogo pernambucano faz sobre penteados, vestidos, camisas e calçados que estiveram presente nas vestimentas do país desde o século XIX. Nesta incursão, Gilberto Freyre relaciona de forma inovadora as mudanças dos estilos de se vestir, de se calçar, de se pentear com as respectivas transformações nas formas de pensar ao longo da história.O sociólogo apontava já em 1987 para questões extremamente atuais, como a batalha dos seres humanos contra o envelhecimento da pele e a consequente corrida por fórmulas que conservassem à todo o custo a vitalidade da juventude. A influência marcante da moda francesa no Brasil também é visitada por Freyre e, seguindo sua missão de valorizar as soluções brasileiras frente aos elementos estrangeiros, ele destaca a criatividade nacional teria ajudado a criar uma moda brasileira e que esta seria observada com enorme interesse pelo mundo todo. Em seu ponto de vista, a moda brasileira propôs não só novos estilos - demonstrando assim uma capacidade admirável de resistência às imposições europeias e americanas - como também introduziu a utilização de novos materiais em suas confecções, mais adaptados aos climas tropicais e ecologicamente corretos.

Autor

Nasceu no Recife (PE), em 1900. Iniciou seus estudos no Colégio Americano Gilreath e completou a sua formação nos Estados Unidos, onde frequentou as universidades de Baylor (Texas) e Colúmbia (Nova York). Retornou ao Recife em 1923, passando a exercer diversas atividades no âmbito da cultura e do ensino no Brasil e no exterior. Ocupou o cargo de deputado federal (entre 1946-1950), quando criou o Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais. Dedicou-se aos estudos sobre cultura e sociedade brasileiras, organizou congressos e realizou diversas conferências. Fez carreira acadêmica, de artista plástico, jornalista e cartunista no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Manteve, porém, uma grande ligação com Pernambuco, em especial Olinda e Recife. Com o livro Casa-Grande & Senzala, publicado em 1933, Gilberto Freyre revolucionou a historiografia. Ao invés do registro cronológico de guerras e reinados, ele passou a estudar o cotidiano por meio da história oral, documentos pessoais, manuscritos de arquivos públicos e privados, anúncios de jornais e outras fontes até então ignoradas. Usou também seus conhecimentos de antropologia e sociologia para interpretar fatos de forma inovadora. Freyre recebeu diversas homenagens. Entre elas, em 1962, o desfile da escola de samba Mangueira, com enredo inspirado em Casa-grande & Senzala. Foi doutor pelas Universidades de Paris (Sorbonne, França), Colúmbia (Estados Unidos), Coimbra (Portugal), Sussex (Inglaterra) e Münster (Alemanha). Em 1971, a rainha Elizabeth 2ª lhe conferiu o título de Sir (Cavaleiro do Império Britânico). Seu livro Casa-grande & Senzala está entre as obras essenciais para o entendimento da identidade brasileira. Freyre faleceu em 1987, aos 87 anos.