Literatura, pão e poesia

Literatura, pão e poesia

Sinopse

Sergio Vaz é, ele mesmo, o criador daquela que talvez seja a maior poesia viva desse país - o sarau da Cooperifa, na Zona Sul de São Paulo. Mas, neste livro, o poeta se faz cronista para nos trazer em prosa as notícias de um mundo em que "os pedreiros constroem casas (alheias) como se fossem (seus próprios) lares" - e as domésticas "não admitem ser domesticadas". Notícias de "um povo lindo e inteligente que sonha enquanto faz". Em sua estreia na crônica, Vaz profana a língua com talento para incluir nela um naco maior de mundo. Tem dedos de navalha para disfarçar a ternura do olhar que afaga as entrelinhas. Nos encanta - e às vezes nos golpeia - com achados de linguagem paridos numa realidade onde as frases tem de ser puxadas pelo pescoço para não morrer de bala perdida antes mesmo de existirem.

Autor

Sérgio Vaz é poeta da periferia e agitador cultural. Mora em Taboão da Serra (Grande São Paulo) e vive nas periferias do Brasil. Tem quatro livros editados (Subindo a Ladeira Mora a Noite, A Margem do Vento, Pensamentos Vadios e A Poesia dos Deuses Inferiores). É criador da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia) e um dos criadores do Sarau da Cooperifa, evento que transformou um bar na periferia de São Paulo em centro cultural, e que, às quartas-feiras, reúne em torno de 300 pessoas para ouvir e recitar poesia; fato que gerou um livro com 43 autores, um CD de poesia com 26 poetas, uma tese de mestrado e diversos documentários, além do reconhecimento e respeito da comunidade. E que também se transformou num dos maiores quilombos culturais do país. É autor do Projeto Poesia Contra a Violência, que percorre as escolas da periferia incentivando a leitura e criação poética como instrumento de arte e cidadania. Tem várias participações poéticas em CDs de Rap: Sabedoria de Vida, GOG, 509-E, Di Função, Versão Popular, Periafricania, entre outros. Por conta de suas atividades nas comunidades carentes, ganhou o título de Poeta da Periferia.