Crônicas do Espírito Santo

Crônicas do Espírito Santo

Sinopse

Reconhecido como nosso maior cronista desde Machado de Assis e responsável por alçar o gênero a um novo patamar na literatura brasileira, Rubem Braga reuniu neste livro as crônicas sobre sua terra natal. Lançado primeiramente em um volume da coleção Letras Capixabas, em 1984, apesar da temática regional, Crônicas do Espírito Santo vai muito além de uma simples apreensão da alma capixaba. Nascido em Cachoeiro de Itapemirim - cidade de paisagens, sons e cheiros muito presentes nestas crônicas -, Rubem Braga nos leva a um passeio por suas origens, todas elas espelhadas nesse comprometimento humano que tanto caracteriza sua universal literatura. Neste livro acompanhamos a sua infância de menino do interior: jogos de bola na rua, frutas colhidas do pé, a primeira glória literária publicada no jornalzinho da escola. O jovem jornalista que desbrava os povoados e rios de sua terra, as saudades e anseios de quem envelhece longe da sua cidade. Portadoras de um lirismo que sempre nos encantou, são crônicas que refletem sobre a importância da memória, da simplicidade e dignidade humanas, assinadas por este grande mestre da prosa brasileira, chamado Rubem Braga. "Muitas destas crônicas falam de um Espírito Santo que já não existe. Também falo muito de mim - o que é inevitavelmente monótono. Viver é repetitivo. Mas, enfim.", ressalta Rubem Braga na apresentação do livro.

Autor

Nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES, em 1913. Ainda estudante, iniciou-se no jornalismo fazendo uma crônica diária no jornal Diário da Tarde. Como repórter, trabalhou na cobertura da Revolução Constitucionalista de 1932 para os Diários Associados. Mesmo depois de formado em Direito, continuou com o jornalismo, escrevendo crônicas para O Jornal. Mudou-se para Recife, PE, e passou a escrever para o Diário de Pernambuco. Fundou, no Rio, o jornal Folha do Povo, tomando partido da ANL (Aliança Nacional Libertadora). Em 1936, lançou seu primeiro livro de crônicas, O Conde e o Passarinho. Em 1938, fundou, junto com Samuel Wainer e Azevedo Amaral, a revista Diretrizes. Foi correspondente de guerra na Europa durante a Segunda Guerra Mundial pelo Diário Carioca, tendo tomado parte da campanha da FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Itália, em 1945. No período de 1961 a 1963, foi embaixador do Brasil no Marrocos. Em 1960, publicou Ai de Ti Copacabana, seguindo-se A Traição das Elegantes (1967), Recado de Primavera (1984) e As Boas Coisas da Vida (1988), entre outros livros. Escreveu crônicas para os jornais Folha da Tarde, Folha da Manhã e Folha de S. Paulo entre 1946 e 1961 e colaborou, nos anos 1980, com o caderno cultural Folhetim, da Folha de S. Paulo. Morreu no Rio de Janeiro, em 1990, deixando mais de 15 mil crônicas escritas em mais de 62 anos de jornalismo. Pela Global Editora publicou Melhores Contos Rubem Braga, com seleção e prefácio de Davi Arrigucci Jr.; e assinou a seleção e o prefácio de Melhores Poemas Casimiro de Abreu.