A última corrida

A última corrida

Sinopse

A narrativa de Marcos Rey em A última corrida conduz o leitor não apenas ao espaço onde se desenvolve a história turística. A trama ficcional insinua-se por bairros e logradouros da cidade - espaço que o autor percorre com olhos de roteirista. Na metrópole, pano de fundo, movimentam-se as personagens elaboradas pela criatividade do autor, mas a ficção de Marcos Rey extrapola o regional. O romance, cujo tema se desenrola de modo instigante, mostra ao leitor o mundo do turfe e as figuras que nele interagem. Tratadores, jóqueis, proprietários e apostadores vão surgindo e, desde logo, evidenciam suas características. Mestre Juca, profissional honesto e competente, sob aparente crosta de dureza, esconde uma sensibilidade que aflora no decorrer da história. Seu carinho por Gil e a admiração do rapaz pelo velho tratador crescem nos bastidores das corridas. O amor aos animais revigora a amizade entre ambos, apesar da grande diferença de idade. O turfe é o laço que os mantém unidos. Marujo, cavalo favorito, preenche-lhes a vida e galopa na história do começo ao fim. Embora destituído de princípios, uma certa pureza transparece nas atitudes do jovem Gil. Seu amor obsessivo por Valentina, a ambição e o sonho levam o adolescente a caminhos tortuosos. A narrativa se desenvolve aguçando a curiosidade do leitor quanto ao destino do rapaz. O milionário Cid Chaves, a irmã Ernesta, o homem de terno escuro e pasta, João Maconheiro, entre outras personagens, sustentam a trama da história. Na Vila Hípica, cavalos de nomes expressivos - Platino, Luar, Miss Ly, La Petite Impossible - integram o cenário onde a realidade dos bastidores e a ficção se encontram. A criatividade, a linguagem despojada e a narrativa instigante estimulam o interesse do leitor. A obra de Marcos Rey destaca-se no panorama das letras nacionais. A publicação de A última corrida - Ferradura dá sorte? confirma a relevância de sua produção literária.

Autor

Autor de uma vasta produção de obras literárias e audiovisuais, assumiu o ofício de escrever o tempo todo, e viveu de seus textos e criações. Destacou-se pela qualidade de seus contos e romances – literatura de realismo urbano – captando e recriando a atmosfera da grande cidade e de seus personagens; e a aristocracia, a classe média e a vida noturna. Marcos Rey escrevia como se estivesse filmando o cotidiano e a realidade da metrópole paulistana. Nasceu em São Paulo em 1925, e desde a infância era um inveterado leitor. Publicou seu primeiro conto aos 16 anos no jornal Folha da Manhã, já usando o nome "Marcos Rey" (Edmundo Donato era seu nome verdadeiro). Seu primeiro romance publicado foi Um Gato no Triângulo , em 1953. Habilidoso e versátil, Rey passou pelos anos 50, 60, 70, 80 e 90 como cronista, contista, roteirista de rádio, televisão e cinema, em programas de humor, rádio-almanaques, novelas e minisséries, e também foi redator publicitário. É autor de uma deliciosa coleção de romances de aventura e mistério para jovens leitores, livros escritos anualmente a partir da década de 1980, como O mistério do 5 Estrelas, O Diabo no Porta-malas e Sozinha no Mundo, entre outros grandes sucessos de público.