A cinza das horas

A cinza das horas

Sinopse

Livro de estreia, A cinza das horas é a aurora criativa de um poeta que pouco a pouco depurou seu espírito e seu estilo - estilo que mais tarde o consagrou como um dos autores essenciais da literatura de língua portuguesa. Concebidos ao longo de sua juventude, os poe­mas de A cinza das horas (1917) revelam um Manuel Bandeira já senhor de sua linguagem a vislumbrar as agruras da condição humana, criando seus primeiros poemas frente às dores do amor e da morte, do desamparo e da solidão. Os poemas mais tocados pela tristeza foram escritos no sanatório de Clavadel, na Suíça, onde o jovem esteve em 1913 para tratamento da tuberculose que o acompanharia pela vida inteira. Seus fortes laços familiares também estão presentes em composições que nos re­metem a seus pais, sua irmã e seus avós. Esta 3ª edição, coordenada por André Seffrin, traz um rico caderno iconográfico com diversas fotos de Manuel Bandeira, de seus pais e de poetas homenageados por ele. Além disso, um prospecto, com anotações, do sanatório Cladavel, no qual o jovem se hospedou no período em que escreveu alguns textos desse livro. A obra reúne também imagens das traduções em francês dos poemas Chama e Fumo e Ruço, possivelmente realizadas por Bandeira. Além de notícias em jornais, que fizeram alusão ao lançamento de sua primeira edição.

Autor

Nascido no Recife em 19 de abril de 1886, Manuel Bandeira é considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa, tendo se destacado também como cronista, professor, tradutor, ensaísta, crítico de literatura e de artes plásticas. Estreou em 1917 com A cinza das horas, seguido de dezenas de outros livros essenciais da poesia brasileira, como Libertinagem, Estrela da manhã, Estrela da tarde e outros. Bandeira residiu a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro. Amigo de vários participantes da Semana de Arte Moderna de 1922, principalmente de Mário de Andrade e Ribeiro Couto, manteve com alguns deles uma vasta correspondência, como se vê em seu livro Itinerário de Pasárgada. Em 1940, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, instituição que atualmente preserva sua biblioteca pessoal. Seus documentos pessoais, como cartas e fotos, encontram-se sob a guarda do Arquivo-Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa. O poeta faleceria no Rio de Janeiro, em 13 de outubro de 1968.