A aranha e outros bichos

A aranha e outros bichos

Sinopse

Os conhecedores da obra de Manuel Bandeira sabem que sua poesia admite de tudo: desde lembranças de um passado remoto até a crença de um futuro promissor; as coisas palpáveis do dia a dia, as imaginárias e as dos sonhos.A aranha e outros bichos tem um pouquinho disso tudo: histórias de sonhos e de bichos – andorinha, pardal, cotovia, cães, porquinho-da-índia, cigarras, gatos. Cloc cloc cloc…Saparia no brejo? Não, são os quatro cãezinhos policiais bebendo água.O organizador desta coletânea, o jornalista e poeta Carlito Azevedo, comenta: "os poemas de Manuel Bandeira trazem sempre uma ternura tão funda, uma simplicidade tão desconcertante e uma verdade tão humana, que sempre foram lidos indistintamente por adultos, jovens e crianças". E complementa: "Isso é que faz dele um poeta completo".

Autor

Nascido no Recife em 19 de abril de 1886, Manuel Bandeira é considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa, tendo se destacado também como cronista, professor, tradutor, ensaísta, crítico de literatura e de artes plásticas. Estreou em 1917 com A cinza das horas, seguido de dezenas de outros livros essenciais da poesia brasileira, como Libertinagem, Estrela da manhã, Estrela da tarde e outros. Bandeira residiu a maior parte de sua vida no Rio de Janeiro. Amigo de vários participantes da Semana de Arte Moderna de 1922, principalmente de Mário de Andrade e Ribeiro Couto, manteve com alguns deles uma vasta correspondência, como se vê em seu livro Itinerário de Pasárgada. Em 1940, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, instituição que atualmente preserva sua biblioteca pessoal. Seus documentos pessoais, como cartas e fotos, encontram-se sob a guarda do Arquivo-Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa. O poeta faleceria no Rio de Janeiro, em 13 de outubro de 1968.