23 histórias de um viajante

23 histórias de um viajante

Sinopse

As mulheres são sempre surpreendentes. Sobretudo quando atuam em universos tradicionalmente dominados pelos homens, como a velha arte de contar estórias. Assim, as "23 histórias de um viajante", de Marina Colasanti, instigam e inquietam o leitor pela estrutura e densidade dos temas, mas sobretudo pela sensibilidade feminina que está por trás delas. O tema da viagem em busca de conhecimento, de uma revelação ou da iluminação existe desde que o homem começou a cultivar a arte de contar. Na realidade, partir envolve, de certa forma, a própria inquietação que projeta o ser humano ao desconhecido, a sede de seguir para a frente, de descobrir, mas também de revelar. O viajante está sempre em busca de alguma coisa misteriosa, mas traz também a inquietação, como o cavaleiro deste livro, que consegue penetrar no domínio de um príncipe misterioso, isolado do mundo por altas muralhas. Ali, como uma espécie de Sherazade, passa a narrar as 23 histórias reunidas no volume, "como se soubesse o que ia no coração do príncipe". Como se encarregado de uma missão, talvez sem o saber, o cavaleiro narrador desperta o príncipe para uma nova realidade, descerrando-lhe amplas perspectivas espirituais, numa espécie de iniciação mágica. Seguindo o modelo clássico, os 23 contos narrados pelo viajante se desenvolvem a partir da proposição lançada na história inicial, cujo significado se revela no final, fechando o ciclo iniciático. Dessa forma, o livro pode ser lido como uma série de contos ou como um romance unido pelo fio sutil que liga todas as histórias e as projeta muito além das fronteiras do possível. Mantendo a unidade espiritual com a escrita, as ilustrações do livro são da própria autora. A mão que inquieta com a palavra sabe também encantar com o desenho.Marina Colasanti é a ganhadora do 13º Prêmio Iberoamericano SM de Literatura Infantil e Juvenil, a ser concedido na Feira Internacional do Livro (FIL) de Guadalajara em 2017.

Autor

Marina Colasanti nasceu em Asmara, na Eritreia, viveu em Trípoli, percorreu a Itália em constantes mudanças e transferiu-se com sua família para o Brasil. É casada com o escritor Affonso Romano de SantAnna, com quem teve duas filhas. Viajar foi, desde o início, sua maneira de viver. Assim, aprendeu a ver o mundo com o duplo olhar de quem pertence e ao mesmo tempo é alheio. A pluralidade de sua vida transmitiu-se à obra. Pintora e gravadora de formação, é também ilustradora de vários de seus livros. Foi publicitária, apresentadora de televisão e traduziu obras fundamentais da literatura. Jornalista e poeta, publicou livros de comportamento e de crônicas, recebendo numerosos prêmios como contista. Sua obra para crianças e jovens é extensa e muitas vezes premiada.